EU

EU

sábado, 25 de maio de 2019

DESASSOSSEGO

Quando me dizes que estás para chegar
a inquietação e o desassossego
tornam-se detentores do meu ventre
que sente mariposas incomodando
esperando que o caçador lance a rede
para que, de forma hábil, deixe sair o ar. 

É então que os teus sonhos bons e alvos
ascendem as paredes do quarto
e tudo fica transparente e clarividente
e até a janela lança sons especiais
que somente nós ouvimos e sentimos
enquanto as cortinas sussurram saudade.

Para te receber, decoro o chão com flores
que espalho, de jeito estratégico
para que o odor das pétalas te extasiem
e façam abrir os teus lábios ávidos
ao ambiente por mim pensado e criado
misturando eu jasmins com vontades de ti.

A colcha da cama, já toda desapacientada
abre os braços ao teu corpo todo
para que pegue fogo aos teus sentidos
que fazem com que o meu vestido
vermelho e sofisticado, se solte da pele
como abelha, que procura mel na tua boca.

E, finalmente, quando a porta se escancara
deixas a ausência, de jeito alegre
pendurada no puxador, do lado de fora
nela escrevendo: não incomodar!
Tu entras, de afogueada, na minha fome
como pão, que não trago há séculos
fermentado no tempo e instante certo
num prazer durável, voraz e incontrolável
investindo e reinvestindo, em ereção
pela noite dentro, sem uma palavra libertar.


CÉU

segunda-feira, 22 de abril de 2019

PEDIDOS

Em cada poro meu, descobre o gosto bom
do meu corpo abrasador, subtil, em flor
com odor de jasmim, canela e cetim
na suavidade com que deslizam
os teus dedos finos pelas minhas formas
que percorres, onde habitas e dormes
extenuado e aliviado de devassidão
por estares toda a noite dentro de mim
explorando-me, pormenorizadamente
alimento integral, sustento que te ofereço.

Percorres a minha pele macia e moreninha
mergulhas no bruxedo dos meus olhos
incrivelmente alegre e apaixonado
tanto, que não sei definir-te.
A tua doce língua dorme na minha boca
devorando os sabores do meu palato
e assim aconchegado todo a mim
adormeces, açucarado, nos meus seios
altares, irrevogavelmente, profanos 
onde se expulsam crendices e preconceitos.

Entregas-te à minha anatomia com ardência
acariciando as elevações do meu relevo
no meu corpo libertino e despudorado
qual planta, que se agita ao vento
que, propositadamente, sibila e acaricia
o firmamento, que para ti represento
ou ternura imensa, que te absorve
pernoitando em mim, viciado de prazer
que te dou ao amares-me cada dia
como se fosse o derradeiro das nossas vidas.


CÉU

O MUNDO PASSA POR AQUI

OBRIGADA, TONICO!

OBRIGADA, TONICO!

A ROSA DA AMIZADE. OBRIGADA, AMIGA LOURDES!

A ROSA DA AMIZADE. OBRIGADA, AMIGA LOURDES!